Almoço reúne Conselho de Patronos da Feira do Livro de Porto Alegre, ex-presidentes da Câmara do Livro e diretoria atual

Integrantes do Conselho de Patronos da Feira do Livro de Porto Alegre, ex-presidentes da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) e diretores da gestão atual estiveram reunidos em almoço nesta quinta-feira, dia 26, no Bistrô do Solar, Centro Histórico da capital gaúcha. Participaram Isatir Bottin Filho, presidente da CRL, os diretores Astomiro Romais e Roseni Siqueira; os ex-presidentes Marco Cena Lopes, Paulo Flávio Ledur, Geraldo Huff, Osvaldo Santucci Jr. e João Carneiro. Estiveram presentes também os patronos Antonio Hohlfeldt, Alcy Cheuiche e Airton Ortiz.

Entre os temas debatidos, o relacionamento com a Prefeitura de Porto Alegre foi central na pauta. “A Feira do Livro de Porto Alegre sempre promoveu a cidade, não importa a circunstância”, lembrou Alcy Cheuiche, patrono de 2006, que lembrou ainda a verdadeira característica do evento: “Não é uma feira comercial, é uma feira cultural”. O ex-presidente Paulo Flavio Ledur lembrou que foi em sua gestão que a Prefeitura de Porto Alegre passou a ser uma das patrocinadoras-âncora do evento, em 1998 – participação que sofreu redução em anos recentes e, atualmente, uma inversão de termos na parceria, com a cobrança pelo uso da Praça da Alfândega. O episódio, ainda sem definição por parte da Prefeitura, ocupou o noticiário do Rio Grande do Sul e ainda mobiliza a sociedade e a cena cultural do Estado.

Osvaldo Santucci, presidente da CRL entre 2012 e 2013, lembrou que “o carinho e o respeito que a Feira do Livro de Porto Alegre inspira fora do Rio Grande do Sul é fantástico”. Para João Carneiro, que presidiu a organização de 2008 a 2011, “o caráter democrático da Feira de Porto Alegre possibilita a inserção de diferentes empresas atuantes no mercado editorial”, um modelo de evento literário que surpreende as bienais do livro e os grandes players do mercado nacional. O modelo porto-alegrense foi considerado referência para criação de eventos em Minas Gerais, São Paulo e Pará, além de dezenas de municípios no Rio Grande do Sul.

A conversa seguiu em torno dos desafios para a formação e aprofundamento da cultura letrada no Rio Grande do Sul e no Brasil, e o protagonismo que as feiras de livro assumem nesse processo.

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