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11.12.2014
Programa de leitura Adote um Escritor gera livro

Anualmente, a Feira do Livro é palco de muitas histórias. Algumas delas, inclusive, ficam eternizadas em livros, como é o caso de “O menino das palavras” (Editora Galpao), de Anna Claudia Ramos. A escritora e ilustradora carioca conta como nasceu a ideia:

“Em 2001, participei da Feira do Livro de Porto Alegre, realizada pela Câmara Rio-Grandense do Livro. Um dos projetos de leitura da Câmara é o ‘Adote um Escritor’, que promove o encontro de leitores com escritores. Estes são “adotados” por uma escola e vão até lá bater papo com as crianças e jovens e ver o resultado do trabalho que os leitores fizeram com sua obra. Esse ano, fui à Escola Municipal de Ensino Fundamental de Surdos Bilíngue Salomão Watnick e fiquei muito impressionada com o trabalho que havia sido feito para que os alunos absorvessem ao máximo o conteúdo dos meus livros. Saí de lá profundamente emocionada com tudo que vi, vivi e senti. Aqueles alunos e toda a equipe de professores e coordenadores despertaram o meu olhar. Saí de lá prometendo que faria alguma história para devolver a eles tudo que havia recebido naquela manhã. A ideia ficou guardada. Em 2013, minha editora, Susanna Florissi, da Galpãozinho, me contou uma história de seu irmão Aldo, quando ele era menino. Achei que o fato narrado dava uma história, mas também guardei a ideia em mim. Somente no final de 2013, durante uma palestra com tradução simultânea para LIBRAS, me ocorreu como poderia juntas as duas histórias. E assim foi feito. Isso tudo é resultado de como um Projeto de incentivo à leitura pode trazer resultados surpreendentes”.

Segundo ela, “O menino das palavras” é fruto desse encontro com leitores. É um filho do programa de leitura ‘Adote um Escritor’!

 

Mais sobre o livro

O livro conta a história de Aldo, um menino curioso, que falava sem parar, o tempo todo. Esse comportamento trazia problemas a Aldo na escola e ele vivia ganhando broncas porque não ficava quieto. Como resposta às reclamações que recebia, dizia à sua mãe que a culpa era das palavras: elas "saíam" da sua boca quando a abria!

Um dia, Aldo conhece Maria, uma menina muito diferente de todas as crianças que ele conhecia. Maria se comunicava por meio da linguagem de LIBRAS. Aldo nada sabia sobre a linguagem dos sinais. E as palavras que ele tanto amava de nada serviam para se comunicar com a nova amiga. Aldo, então, teve que aprender a falar de um jeito novo e criar novas possibilidades para brincar e ser feliz ao lado de Maria. 





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