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11.08.2016
Analfabetismo funcional em pauta na 62ª Feira do Livro de Porto Alegre

Reflexo de históricas desigualdades sociais e econômicas, o analfabetismo funcional é um problema que acomete 27% da população adulta brasileira, segundo dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). A pesquisa, realizada em intervalos de 2 a 3 anos pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa e com o apoio do IBOPE Inteligência, consulta, desde 2001, pessoas entre 15 e 64 anos de idade, residentes em zonas urbanas e rurais de todas as regiões do país. É considerada analfabeta funcional toda pessoa que conhece letras e números mas está impossibilitada de compreender o que lê e de executar operações matemáticas. É um equívoco, porém, entender o problema somente pela perspectiva da escolaridade (ou da falta dela): 22% dos jovens brasileiros de 15 a 24 anos que estudaram até a oitava série do Ensino Fundamental são considerados analfabetos funcionais. Quase um em cada quatro brasileiros sai do Ensino Fundamental incapaz de ler e escrever bem.

Ciente desse problema e de suas implicações, a 62ª Feira do Livro de Porto Alegre terá como tema o analfabetismo funcional. Na 54ª edição do evento, realizada em 2008, o problema já esteve na agenda da Feira, após análise do Inaf referente ao período, em estudo encomendado pela Câmara Rio-Grandense do Livro ao Instituto Paulo Montenegro/IBOPE, como complemento à pesquisa de índices de leitura no Estado do Rio Grande do Sul, realizada então pelo Instituto em parceria com o Comitê Executivo do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco) e Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) para a Educação, Ciências e Cultura, com sede na Espanha. Em 2016, o assunto retorna, desta vez, como tema central da Feira do Livro de Porto Alegre:

— Essa pesquisa já revelava um alto índice de analfabetismo funcional no Rio Grande do Sul e, desde lá, letramento e formas de enfrentamento a esses números vêm sendo temas em eventos da Feira. Neste ano, queremos dar destaque a esse grande problema, que continua em evidência na nossa população, em todas as idades e em todas as faixas de ensino e de vivências — assegura Marco Cena Lopes, presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro. O evento quer valer-se de suas características democráticas e populares para contribuir com o combate direto a um problema antigo e que tem reflexos na educação, na cultura e na economia do país. Segundo o Inaf, analfabetos funcionais de 15 a 24 anos dedicam-se principalmente aos trabalhos de baixa remuneração na área da agricultura, construção civil e serviços domésticos.

São também sujeitos que têm prejudicado o exercício pleno de sua cidadania por ver limitada sua autonomia em situações cotidianas. Por isso, a necessidade de discutir o analfabetismo funcional e promover o acesso à literatura, o que a Feira do Livro de Porto Alegre faz com competência e propriedade há 62 anos.

A 62ª Feira do livro de Porto Alegre ocorre de 28 de outubro a 15 de novembro de 2016, na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre/RS.


Segundo o Inaf, 22% dos jovens brasileiros de 15 a 24 anos que estudaram até a oitava série do Ensino Fundamental são considerados analfabetos funcionais.
Luis Ventura

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